Foto: Adriana Barcellos

PL propõe a criação da disciplina “Convivência Inclusiva”, no TVI Informa

julho 3, 2025

Está em análise na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) o projeto que propõe a criação da disciplina extracurricular “Convivência Inclusiva”, com foco na valorização da diversidade e na inclusão de alunos com deficiência, especialmente com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A proposta, de autoria da deputada estadual Lilian Behring (PCdoB), contempla crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, tanto da rede pública quanto da rede privada.

“A escola deve ser um espaço onde a convivência respeitosa e inclusiva seja a norma, e não a exceção”, afirmou Behring. “Precisamos trabalhar desde cedo na construção de uma sociedade mais justa, solidária e acolhedora.”

Convivência Inclusiva: empatia desde cedo

A nova disciplina tem como objetivo:

  • Desenvolver o respeito às diferenças;
  • Incentivar a empatia e a solidariedade;
  • Reduzir preconceitos no ambiente escolar;
  • Envolver toda a comunidade escolar no processo de inclusão.

O conteúdo será estruturado de forma lúdica e acessível, com temas como:

  • Direitos das pessoas com deficiência;
  • Convivência respeitosa entre alunos com e sem deficiência;
  • Estratégias práticas de inclusão no cotidiano escolar.

Envolvimento das famílias

O projeto prevê ainda palestras bimestrais para pais e responsáveis, criando espaços de troca de experiências e escuta ativa entre famílias, educadores e especialistas.

“A inclusão vai além das paredes da escola”, explica a deputada. “É fundamental envolver as famílias nesse processo, especialmente aquelas que convivem com a realidade da deficiência.”

Parcerias e formação de educadores

A proposta também abre espaço para parcerias com instituições, especialistas e organizações da sociedade civil, visando garantir:

  • Formação continuada dos professores;
  • Apoio técnico para o desenvolvimento do conteúdo;
  • Interação com experiências bem-sucedidas de inclusão escolar.

O projeto de lei segue em tramitação e, se aprovado, poderá representar um passo importante para tornar as escolas do Rio de Janeiro espaços mais humanos, diversos e acolhedores.

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